Tem mais coisas pra colocar:
aguardem, colaborem
Espaço para ocupar o
tempo ocioso. Ou ansioso, sei lá.
Presto aqui uma homenagem ao genial Millôr Fernandes, que será o
seu patrono. Se daqui a algum tempo esta referência não
estiver mais aqui é porque ele, gentilmente, pediu pra
tirar. Incomodado ou por não se achar merecedor.
"É melhor ser alegre que ser triste..."
A
idéia é
falar mal
das coisas. Destacar
as que me agradem. Puxar o saco de parentes e
amigos. Pichar indiscriminadamente. Tecer elogios gratuitos
e entusiasmados a tudo que eu gostar, que estiver interessado ou
que me traga benefício. E quem quiser elogiar, esculhambar ou
sugerir alguma coisa, pode mandar para <ruyfaria@globo.com>
O melhor show de 2008 foi o que
reuniu Ney MatoJorge e Seu Grosso
Todo ano a mesma coisa: tempo
chuvoso, ventos nos eventos e radares nos arredores.
BRASIL, UM PAÍS DE TOLOS -Eu, o primeirão!
Em 2001 houve o Primeiro
Encontro Internacional Varal da Galera, realizado
no Leblon, Rio de Janeiro, onde foram debatidos temas da maior
relevância, da nossa atualidade. Foi daí que começaram a surgir importantes idéias
da maior relevância para o futuro do país e da humanidade. em 2002, os mesmos integrantes do meritório grupo se preparam para o início da segunda reunião. Desta vez realizada num local não revelado por questões de segurança, mas denominado, carinhosamente, de Tora Bora.
Em 2003 não pintou nada, mas em set/2004, rolou um memorável reencontro na nova sede do Varal: o Ninho do Com-dor.
Depois o de 2005, novamente no Leblon. Vocês não imaginam, o pau quebrou geral. Discussões acaloradas até alta madrugada. E aconteceu novamente, em 2006, com mais uma integrante.
De repente o grupo se dissolveu. Aliás, eu me
dissolvi.
Liberdade é a possibilidade do
isolamento.
saída do MPB4, no fim da página
2009 -dá um tempo na bossa nova!
Renova!Chega de Saudade
saída
do mpb-4
Alguns ditos
significativos meio adaptados a momentos passados:
“Já não discuto mais com o destino, o que pintar eu assino”.
“Embora eu não concorde, a vida é assim mesmo”.
“Eu sou eu e as minhas circunstâncias”.
"Gosto é um fenômeno de momento". (Caymmi)
Essa é minha: ATENTE, NADA CONTENTA AGENTE O BASTANTE.
Pois
é, grandes merdas.
Que me
importa esta cor fingida do meu rosto.Do meu cabelo, se tudo é
tinta? O amor, a vida, o contratempo, o desgosto.
-E
vc, cara, velho desse jeito, com esse cabelo preto aí?.... - Sai
fora, meu camarada, isto é genético, na minha família todo mundo
pinta o cabelo.
primeiro disco
De vez em
quando me ocorre também, dar nomes para grupos musicais. Por
exemplo: “LACÔNICOS & LOQUAZES”. Para uma Dupla. Às vezes falam
pelos cotovelos, outras vezes se quedam quase mudos.
E “O SAMBA BIN LADEN”, para um grupo de pagode com influências
orientais.
Já
pensei também em criar um crítico de artes com duas
personalidades e dois nomes: o L. Morde e o A.Sopra.
Quanta besteira!
“Pra julgar
meus atos, tenho leis e tribunais próprios a que recorro”
Reúno-me, às vezes, comigo mesmo.
Pensei em escrever um livro de
memórias, não este tipo de “ memórias” que anda por aí. Essas
coisas saudosistas. Um saco!Seria
baseado nas meditações que faço, respirando. O título poderia
ser, por exemplo: PEIDANDO E PENSANDO. “Respiro” quase sempre
depois do almoço. Que horror!, não ia
dar certo.
espaço besteira
No passado, era este o nome
desta página.
Quem quiser,
pode colaborar, podem ser idéias bacanas ou sacanas, ou seja,
coisas que podem resultar em algo que preste, ou só sandice e
idiotice mesmo...
Dizem que o
Chaplim falou o seguinte:
Quando me
amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de
fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de
futuro. Hoje faço o que acho certo, gosto do presente e
aproveito ao máximo as coisas que tenho. Hoje sei que isso é...
Simplicidade.

CARTA AOS LEITORES - O GLOBO,
em
19/9/2007
Gostaria de esclarecer, a respeito da matéria no
Segundo Caderno (11/9), que não saí do MPB4 alegando isolamento.
Saí porque
o Miltinho se apossou do grupo e me isolou. Fui obrigado a sair.
Nunca pedi 25% de nada e nem quero ganhar sem
trabalhar, como foi dito.
Fiz realmente uma ação reinvidicando os meus direitos sobre a
marca MPB4: qual seria a demanda para shows
dos três, e mais quem seja, sem a marca MPB4?
Como se sabe, cinco
dias depois da minha saída o Magro pediu o registro da marca em
nome dele.
Pois bem, no começo da ação o juiz, sabiamente, concedeu a
tutela antecipada, ou seja: que eles depositassem 20% (e não
25%) dos seus ganhos em juízo até o final do processo; decisão
mantida pelos srs. desembargadores. E saibam que eles levaram um
tempo desobedecendo à ordem judicial.
Hoje, já com 70 anos, só quero reaver, de alguma maneira, meus
direitos sobre a marca que ajudei a criar e sedimentar durante
mais de 40 anos, trabalhando muito.
O
processo continua seguindo seus trâmites na Justiça e eu não
gostaria mais de falar sobre o assunto.
Só
espero estar vivo pra ver o resultado.
RUY FARIA
Esta carta
foi
uma tentativa de dar um basta nas matérias que vinham sendo
"plantadas" na imprensa.
.................................................
Pois é, depois de quase quarenta anos, saí do
MPB4. Dentre
vários motivos, o pior foi mesmo porque, pela segunda vez, contra a minha vontade, me impuseram o Miltinho como nosso produtor e empresário.
Agora, só pra ilustrar, vejam o que o Miltinho (o empresário imposto) declarou, logo depois que eu saí, ao Diário do Nordeste:
Repórter- No texto, ele (eu) afirma que chegou um momento em que ele sempre perdia por 3 a 1.
Miltinho - Então? Três a um é democracia. Então era o que ele tinha que ter feito mesmo,
pegar a trouxa e ir embora.
Não me agrada falar nisto, mas como sempre me perguntam, aí vão trechos da carta
que os enviei e alguns curiosos acontecimentos que se seguiram.
"Aquiles, Miltinho e Magro. Depois de muito sofrimento e angústia, aqui estou eu tomando uma decisão que jamais esperei ter que tomar um dia.... no limiar deste século as coisas foram ficando, a cada dia, piores e mais difíceis para mim. ...a principal delas foi que, pela segunda vez, me impuseram o Miltinho como nosso produtor e empresário, embora sabendo que eu sempre fui contra. Nestas circunstâncias, entendi que não adiantaria mais participar de qualquer reunião, pois seria sempre voto vencido. Isolado e descontente, busquei por todos os caminhos, alguma maneira de continuar trabalhando profissionalmente, ainda que de forma passiva nas decisões, para preservar a fonte do meu sustento. Afinal estavam em jogo 40 anos de imensa dedicação, prazer e orgulho. Resisti bastante, mas meu espírito guerreiro já não está conseguindo mais superar este isolamento, este desconforto e esta atroz sensação de impotência."
"Pois aí está. Hoje, muito infeliz, e acuado desta maneira, não vejo outra saída, senão, aos 66 anos, me ver impelido a este perigoso e apavorante salto no escuro. Prevejo que nessa idade vai ser muito difícil a minha subsistência; assim, penso demandar alguma parcela dos ganhos gerados por esta entidade, que ajudei a construir durante quase dois terços da minha existência. É isso aí, não dá mais, estejam livres. Boa sorte! Ruy, Natal de 2003/Janeiro de 2004. ...PS1.: Por favor, me comuniquem os compromissos já assumidos ou apalavrados, pois tenciono cumpri-los todos, com o empenho de sempre; exceto relativos novos projetos para o grupo. PS2.: Se quiserem, estou à disposição para conversar a respeito, com todos, individualmente ou com qualquer representante. "
E aí, o quê aconteceu?
1 - No dia seguinte à carta, o Miltinho enviou-me o seguinte e-mail: "Ruy, ao ler sua carta,.... verifiquei que ficou faltando sua assinatura. Como se trata de uma decisão importante para todos nós, peço-lhe que, assim que for possível nos mande a carta devidamente assinada." (Louco pra ter certeza que eu ia embora mesmo,
ou não?)
2 - Plantaram uma matéria facciosa, publicada no O Globo de 31/1.
3 - No dia 29/1 (5 dias depois da carta), o Magro fez um registro da marca MPB4, em seu nome, no INPI.
4 - Puseram, em tempo recorde, um substituto no meu lugar. Curiosa também foi a sua declaração de que, logo ao tomar conhecimento da minha saída, intuiu que entraria no meu lugar.
Pra começar, uma adaptação de
uns escritos do próprio Millôr sobre os jovens (já
digo logo: não tenho nada contra. Nem a favor): "Qualquer
idiota pode ser jovem. Em poucos anos você consegue isto.
Mas as caras dos jovens são meio aflitivas, não tem
biografia, são lisas. Porque é preciso tempo para
envelhecer. E muito talento. Pessoas com 70, 80 anos são
epopéias fisionômicas. Tudo que viveram está escrito nas
sombras e reentrâncias das velhas fisionomias. O supremo
talento da sobrevivência. Caras sulcadas, marcadas pelo
feliz sofrimento de continuar existindo".

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